quinta-feira, 16 de setembro de 2010
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
POEMA AO FILHO QUE FICOU
Zélia Botelho
Jesus contou certa vez
Uma história emocionante
De um pai que tinha dois filhos
O mais velho, responsável,
Ajudava o pai no campo
O mais novo, inconseqüente,
Inquieto e inconstante,
Preferiu deixar o lar
Partiu pra uma terra distante.
O restante da história
Todos devem conhecer
O que partiu, perdeu tudo,
Os bens, amigos, prazer!
E estando assim na pior
Lembrou do lar que deixara
Onde até os empregados
Tinham mais do que lhe sobrara,
Nos anos desperdiçados!
O bom filho que ficou,
Ao vê-lo voltar um dia,
Recebido com amor,
Pelo pai, com alegria,
Exclamou aborrecido,
Irritado, incompreensivo:
“E eu, pai? E eu que fiquei?
Eu que nunca te deixei,
Que prova me dás de amor?!
***
E dois mil anos depois
A história se repetiu
Na família de um pastor,
Quando um dos filhos partiu...
Não tanto quanto o da história,
Que do Senhor se afastou,
Mesmo assim deixou o lar,
O pai tristonho num canto
No outro a mãe a chorar!
Como na velha parábola,
O bom filho que ficou
Vendo a mãe sempre chorado,
Igualmente protestou:
“E eu mãe, eu não sou nada?
Eu que fiquei ao teu lado
Não sou teu filho também?
Por que derramas teu pranto,
Por quem amor não te tem?!
E aquela mãe respondeu:
“Filho, tu estás em casa,
E tudo que é meu, é teu!
Mas o teu irmão ausente,
É moço triste e carente!
Não vai encontrar lá fora,
O que desfrutas agora,
Amor e compreensão,
Nos momentos de aflição.
Tu és filho, moço alegre!
Descontraído e feliz!
Tens amor, paz e equilíbrio,
E em tudo és bem sucedido!
Mas teu irmão que partiu
Leva um coração vazio
Não sabe o que quer da vida
Não dá valor à família,
Ao lar que lhe dá guarida!
E o bom filho que ficou
Compreendeu a razão
Por que o irmão que partiu
Gozava de mais afeição
E quando o irmão voltou
Trazendo alegria ao lar,
Esse filho que ficou
Também pôde se alegrar
Pois amor, tanto se tem
Quanto mais amor se dá!
São Paulo, 6/01/1981
Zélia Botelho
Jesus contou certa vez
Uma história emocionante
De um pai que tinha dois filhos
O mais velho, responsável,
Ajudava o pai no campo
O mais novo, inconseqüente,
Inquieto e inconstante,
Preferiu deixar o lar
Partiu pra uma terra distante.
O restante da história
Todos devem conhecer
O que partiu, perdeu tudo,
Os bens, amigos, prazer!
E estando assim na pior
Lembrou do lar que deixara
Onde até os empregados
Tinham mais do que lhe sobrara,
Nos anos desperdiçados!
O bom filho que ficou,
Ao vê-lo voltar um dia,
Recebido com amor,
Pelo pai, com alegria,
Exclamou aborrecido,
Irritado, incompreensivo:
“E eu, pai? E eu que fiquei?
Eu que nunca te deixei,
Que prova me dás de amor?!
***
E dois mil anos depois
A história se repetiu
Na família de um pastor,
Quando um dos filhos partiu...
Não tanto quanto o da história,
Que do Senhor se afastou,
Mesmo assim deixou o lar,
O pai tristonho num canto
No outro a mãe a chorar!
Como na velha parábola,
O bom filho que ficou
Vendo a mãe sempre chorado,
Igualmente protestou:
“E eu mãe, eu não sou nada?
Eu que fiquei ao teu lado
Não sou teu filho também?
Por que derramas teu pranto,
Por quem amor não te tem?!
E aquela mãe respondeu:
“Filho, tu estás em casa,
E tudo que é meu, é teu!
Mas o teu irmão ausente,
É moço triste e carente!
Não vai encontrar lá fora,
O que desfrutas agora,
Amor e compreensão,
Nos momentos de aflição.
Tu és filho, moço alegre!
Descontraído e feliz!
Tens amor, paz e equilíbrio,
E em tudo és bem sucedido!
Mas teu irmão que partiu
Leva um coração vazio
Não sabe o que quer da vida
Não dá valor à família,
Ao lar que lhe dá guarida!
E o bom filho que ficou
Compreendeu a razão
Por que o irmão que partiu
Gozava de mais afeição
E quando o irmão voltou
Trazendo alegria ao lar,
Esse filho que ficou
Também pôde se alegrar
Pois amor, tanto se tem
Quanto mais amor se dá!
São Paulo, 6/01/1981
ENSINA-ME A CONTAR
OS MEUIS DIAS
Zélia Botelho
Senhor! Sei que cheguei
No limiar da eternidade.
Trilhei um longo caminho,
Estou avançada em idade!
Disseste em Tua Palavra
Que a vida do ser humano
Não deveria passar
Além dos oitenta anos
Pois quem disto ultrapassasse
Por ser robusto e “sarado”
O melhor que lhe alcançasse
Seria canseira e enfado.
Mas, Senhor, ultrapassei
Já vão-se oitenta e uns quebrados
Mas ainda não cheguei
Aos dos meus antepassados!
Durante todo esse tempo
Tu tens sido o meu refúgio
Em Ti sempre encontro alento
E encontro abrigo seguro.
A casca que me criaste
Com prazo de validade
Gastou-se ao longo do tempo
Ficou sem utilidade!
Mas o miolo, Senhor
Que o corpo tem carregado
Este é teu e com amor
Foi muito bem preservado!
Pois minh’alma que é eterna
Sei que um dia irá ganhar
Um corpo também eterno
Que nunca irá se gastar!
Por isso Senhor me ensina
A contar esses meus dias
Para que ao final eu alcance
A plena sabedoria!
(Junho de 1995)
OS MEUIS DIAS
Zélia Botelho
Senhor! Sei que cheguei
No limiar da eternidade.
Trilhei um longo caminho,
Estou avançada em idade!
Disseste em Tua Palavra
Que a vida do ser humano
Não deveria passar
Além dos oitenta anos
Pois quem disto ultrapassasse
Por ser robusto e “sarado”
O melhor que lhe alcançasse
Seria canseira e enfado.
Mas, Senhor, ultrapassei
Já vão-se oitenta e uns quebrados
Mas ainda não cheguei
Aos dos meus antepassados!
Durante todo esse tempo
Tu tens sido o meu refúgio
Em Ti sempre encontro alento
E encontro abrigo seguro.
A casca que me criaste
Com prazo de validade
Gastou-se ao longo do tempo
Ficou sem utilidade!
Mas o miolo, Senhor
Que o corpo tem carregado
Este é teu e com amor
Foi muito bem preservado!
Pois minh’alma que é eterna
Sei que um dia irá ganhar
Um corpo também eterno
Que nunca irá se gastar!
Por isso Senhor me ensina
A contar esses meus dias
Para que ao final eu alcance
A plena sabedoria!
(Junho de 1995)
QUE TE DAREI, SENHOR
Zélia Botelho
Ouvi a voz de Cristo a me dizer
Que é dos talentos que te confiei!
E eu vi surpresa, olhando para trás,
Quantos momentos já desperdicei.
Senhoe! pensei: Que tenho feito?
Que fiz dos longos anos que me deste?
Tantos anos, fartos anos, lindos anos,
Uma vida toda! Mente sã, corpo são
Com tanto pra fazer, com tanto pra viver,
E tudo em vão!
E agora, que te darei Senhor?
Que tenho eu em mãos pra te entregar?
Nada fiz completo, nada fiz perfeito,
Fui vivendo a vida assim, de qualquer jeito.
Não fui organista, nem cantora;
Não fui poetisa, nem escritora;
Quis pregar, ensinar,
Mas nada pude ser...
Faltou poder!
O Senhor mesmo afirmou:
"Sem mim, nada podeis fazer..."
Por isso, amado Jesus, aqui estou
De mãos vazias, sim, porém disposta
A recomeçar de onde parei,
A ser o que quiseres, ó meu Rei!
Dá-me de ti Jesus, a vida que vem da cruz!
Dá-me poder, Senhor,
Derrama em mim o teu imenso amor!
Para que eu possa assim também amar
Com o amor que vem de ti, amor sem par!
Amar as almas perdidas,
Amar ao meu irmão
E amar a Ti também, de todo o coração.
E só assim, então, poderei granjear
Outros tantos bens, com os dons que me tens dado
Para que assim eu tenha o que te dar,
Quando comparecer ao teu altar!
Zélia Botelho
Ouvi a voz de Cristo a me dizer
Que é dos talentos que te confiei!
E eu vi surpresa, olhando para trás,
Quantos momentos já desperdicei.
Senhoe! pensei: Que tenho feito?
Que fiz dos longos anos que me deste?
Tantos anos, fartos anos, lindos anos,
Uma vida toda! Mente sã, corpo são
Com tanto pra fazer, com tanto pra viver,
E tudo em vão!
E agora, que te darei Senhor?
Que tenho eu em mãos pra te entregar?
Nada fiz completo, nada fiz perfeito,
Fui vivendo a vida assim, de qualquer jeito.
Não fui organista, nem cantora;
Não fui poetisa, nem escritora;
Quis pregar, ensinar,
Mas nada pude ser...
Faltou poder!
O Senhor mesmo afirmou:
"Sem mim, nada podeis fazer..."
Por isso, amado Jesus, aqui estou
De mãos vazias, sim, porém disposta
A recomeçar de onde parei,
A ser o que quiseres, ó meu Rei!
Dá-me de ti Jesus, a vida que vem da cruz!
Dá-me poder, Senhor,
Derrama em mim o teu imenso amor!
Para que eu possa assim também amar
Com o amor que vem de ti, amor sem par!
Amar as almas perdidas,
Amar ao meu irmão
E amar a Ti também, de todo o coração.
E só assim, então, poderei granjear
Outros tantos bens, com os dons que me tens dado
Para que assim eu tenha o que te dar,
Quando comparecer ao teu altar!
ADEUS CRIANÇA
Zélia Botelho
02/04/1982
Parece que foi ontem
Quinze anos fazia!
E vivia
Qual nova “Cinderela”
Meiga e bela
Em meio à bicharada de pelúcia...
Hoje o “pimpão”, coitado!
Empoeirado,
Esquecido num canto do quarto,
já não lhe faz companhia...
E as bonecas, guardadas,
Empilhadas,
No alto do armário,
Já não embalam seus sonhos
tão risonhos,
do tempo de criança
Em lugar do “pimpão”,
nova ilusão
preenche os sonhos seus.
É que o amor chegou!
E a menina tristonha,
e sonhadora,
virou mulher!
O príncipe “desencantado”
e enamorado,
ocupa o seu vazio.
Seus olhos
Não têm mais a meiguice pueril
Da adolescente insegura.
Mas o brilho penetrante e feliz
de quem perscruta o futuro...
E ao vê-la assim,
Ansiosa e palpitante,
Nos áureos sonhos seus,
Lembro-me da meiga criança
Que o tempo vai levando
pouco a pouco...
E breve, muito breve,
Me dirá: Adeus!
Zélia Botelho
02/04/1982
Parece que foi ontem
Quinze anos fazia!
E vivia
Qual nova “Cinderela”
Meiga e bela
Em meio à bicharada de pelúcia...
Hoje o “pimpão”, coitado!
Empoeirado,
Esquecido num canto do quarto,
já não lhe faz companhia...
E as bonecas, guardadas,
Empilhadas,
No alto do armário,
Já não embalam seus sonhos
tão risonhos,
do tempo de criança
Em lugar do “pimpão”,
nova ilusão
preenche os sonhos seus.
É que o amor chegou!
E a menina tristonha,
e sonhadora,
virou mulher!
O príncipe “desencantado”
e enamorado,
ocupa o seu vazio.
Seus olhos
Não têm mais a meiguice pueril
Da adolescente insegura.
Mas o brilho penetrante e feliz
de quem perscruta o futuro...
E ao vê-la assim,
Ansiosa e palpitante,
Nos áureos sonhos seus,
Lembro-me da meiga criança
Que o tempo vai levando
pouco a pouco...
E breve, muito breve,
Me dirá: Adeus!
SÚPLICA DA OVELHA
Zélia Botelho
Senhor, sê meu Pastor!
Supre minh´alma faminta e angustiada
Conduz-me às pastagens verdejantes
Da tua augusta Palavra
Nutre-me Senhor!
Ensina-me a descansar em tua Providência
Sabendo que nada me faltará
Porque estás comigo.
Mal nenhum chegará à minha tenda
Nenhuma maldição me atingirá,
Porque me livrarás desses perigos
E aplacarás os dardos do inimigo.
Sê, Senhor, o meu Pastor!
Restaura a minha fé enfraquecida
Pelos constantes embates desta vida
Ensina-me a andar sempre em teus passos,
Guiada pelo teu santo cajado
Faz de tua serva ovelha mansa e obediente
Movida pelo amor a Ti somente!
E se eu tiver de atravessar o vale escuro
Onde a morte ou sua sombra me apavorem
Que a tua mão a minha mão segure,
Não deixes que a angústia me devore!
Sê Senhor, o meu pastor!
Não deixes que o inimigo me atormente.
Rindo de mim, dos meus fracassos, meu temor
Mas na presença dele, confiadamente,
Prepara-me um banquete, meu Senhor!
Mesa farta de paz, mesa farta de amor
Farta de adoração de regozijo e louvor!
Sê, Senhor, o meu pastor!
Renova cada manhã em minha vida
A tua Misericórdia sem medida
E que a tua bondade me acompanhe
Todos os dias em que eu aqui andar,
E que ao final, em teus braços divinos
Eu possa eternamente descansar!
Zélia Botelho
Senhor, sê meu Pastor!
Supre minh´alma faminta e angustiada
Conduz-me às pastagens verdejantes
Da tua augusta Palavra
Nutre-me Senhor!
Ensina-me a descansar em tua Providência
Sabendo que nada me faltará
Porque estás comigo.
Mal nenhum chegará à minha tenda
Nenhuma maldição me atingirá,
Porque me livrarás desses perigos
E aplacarás os dardos do inimigo.
Sê, Senhor, o meu Pastor!
Restaura a minha fé enfraquecida
Pelos constantes embates desta vida
Ensina-me a andar sempre em teus passos,
Guiada pelo teu santo cajado
Faz de tua serva ovelha mansa e obediente
Movida pelo amor a Ti somente!
E se eu tiver de atravessar o vale escuro
Onde a morte ou sua sombra me apavorem
Que a tua mão a minha mão segure,
Não deixes que a angústia me devore!
Sê Senhor, o meu pastor!
Não deixes que o inimigo me atormente.
Rindo de mim, dos meus fracassos, meu temor
Mas na presença dele, confiadamente,
Prepara-me um banquete, meu Senhor!
Mesa farta de paz, mesa farta de amor
Farta de adoração de regozijo e louvor!
Sê, Senhor, o meu pastor!
Renova cada manhã em minha vida
A tua Misericórdia sem medida
E que a tua bondade me acompanhe
Todos os dias em que eu aqui andar,
E que ao final, em teus braços divinos
Eu possa eternamente descansar!
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